segunda-feira, 12 de julho de 2010
Idas e retornos - ou da sabedoria popular
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Silvio Garcia Martins Filho
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quinta-feira, 29 de abril de 2010
Estatísticas do blog - 1 mês de aniversário!
Um mês de acompanhamento estatístico deste blog. Ainda são tímidos os números (assim como são tímidos os poucos leitores que teimam em me mandar mensagens por Gtalk ou email comentando que gostaram de algum texto sem deixar comentários no blog).
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segunda-feira, 26 de abril de 2010
Presente?
- Alô, é o Mephisto (*)?
- Sim, pois não.
- Aqui é Maria (*). Você acaba de ganhar um presente da Joana: (*) - minha vizinha à época - uma limpeza de pele. Vamos marcar um dia?
- Nossa, que legal! Estou mesmo precisando de uma. Podemos marcar na segunda que vem?
(...)
Antes da maldita limpeza de pele, ia ser dada uma festinha de aniversário para o filho da Joana. Quis retribuir o presente que ganhei e comprei um bolo da Monjolo e uns salgadinhos... coisa boba, gastei uns 100 pila. Como a mãe não tinha comprado NADA e convidou vários amigos para a sua casa (achei que iam apenas umas 5-10 pessoas), a comida acabou em uns 5 minutos. Acho que os esfomeados meninos não tinham comido nada o dia inteiro.
Enfim, caridade feita, lá fui eu para a 'limpeza de pele'. Chegando no local e hora marcados, dou de cara com uma vizinha do condomínio, vendedora da Herbalife...sozinha! Ela me convida para um chá (da Herbalife), mostra uma linha inteira de produtos e... passa um creme na minha cara. E só!
Vocês acham que:
1 - eu fiquei bravo?
2 - eu fiquei puto?
3 - eu quis matar?
4 - todas as alternativas acima?
(resposta na historinha abaixo)
Na mesma linha também posso contar um episódio em que uma amiga chegou de viagem, após alguns meses fora, e convidou todos os amigos para um lanche na sua casa. Ela queria fazer um anúncio. Achei que fosse casar ou algo assim. Quase desmarquei um compromisso, felizmente não. Muitos amigos foram. Após se depararem com uma reunião da Herbalife, com direito a exibição de filminho e tudo mais (claro, o chá 'energético' não podia faltar) acho que eles também escolheram a alternativa 4 acima.
Há certas condutas que deviam ser proibidas em lei, pois tem gente que não tem noção. HUMPFT!
(*) Nomes fictícios para proteger as 'vítimas'.
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domingo, 18 de abril de 2010
nota mental:
não falar com o porteiro de madrugada!
Ele não tomou o mesmo que você e não é obrigado a tentar entender suas vãs filosofias.
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Doces ou travessuras
Não era chuva nem suor o que molhava meu rosto.
E então, a verdade veio numa lambida de cachorro.
Choros, gritos e noites mal dormidas fizeram sentido.
Era tudo preciso.
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Silvio Garcia Martins Filho
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segunda-feira, 22 de março de 2010
Jardinagem - ou das relações humanas
Ontem me peguei olhando p'ras minhas duas plantinhas: uma orquídea linda que ganhei de aniversário e uma pimenteira que comprei assim que cheguei no novo (não mais tão novo assim) apê.
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quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Teste: Nihil durare potest tempore perpetuo.
Faça o seguinte: Perca todos os números do seu celular, folhas da agenda com eventuais números guardados, endereços de e-mail e trabalhe compulsivamente 10 horas por dia, deixando pouco tempo livre para diversão. Deixe passar uns dois meses nesse ritmo.
Quantas pessoas te ligaram só para dar um 'alô' ou escreveram um 'oi'?
Guardamos tantos números e dados desnecessários. É preciso um acidente como perder o celular para se dar conta disso. Mas, no meu caso, fui um pouco além. Percebi também que, de tempos em tempos, é bom 'recadastrar'. Vocábulo roubado de uma amiga que vocês não conhecem não que, basicamente, resume o fato de que nem amigos são para sempre. É preciso recadastrar aqueles que estão na categoria 'amigos' só por força do hábito, enquanto alguns novos colegas tanto se esforçam para demonstrar carinho e preocupação, o que os faz merecedores de um upgrade.
Recadastrando aqui.
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sexta-feira, 29 de maio de 2009
Diálogo
Deus: Meu filho, o que te aflige?
Homem: Senhor, todo poderoso, onipresente e onisciente, por que não atende meus pedidos? Por que não me ilumina este caminho tão sombrio que venho percorrendo? Por que não me poupa de tanto sofrimento e me revela a verdade, toda a verdade que preciso saber para poder tomar a decisão mais sábia?
Deus: Filho, conhecesses tu os pensamentos alheios: o que pensa de ti o teu pai quando erras, não obstante seus conselhos; a tua mulher, quando falhas, apesar de todo o amor que te dá; o teu filho, quando dizes não, ainda que pudesses fazê-lo diferente; ainda assim os amarias?
Homem: ...
Deus: Mesmo sabendo que eles te amam, fraquejarias e, talvez, perderias neles toda a fé. E o que sobraria? É esse preço que quereis pagar? A troco de quê?
Homem: ...
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segunda-feira, 11 de maio de 2009
Word of the day: Fidelity
Eu adoro o 'word of the day' do Merriam Webster's. Recebo todo dia uma palavra em inglês com a sua pronúncia, significado, exemplo de usos e etimologia. Pra se cadastrar e receber gratuitamente a palavra do dia é só ir aqui. Hoje, curiosamente, a palavra foi fidelidade:
fidelity \fuh-DELL-uh-tee\ noun
*1 : the quality or state of being faithful
2 : accuracy
Example sentence:
Jake's fidelity to his employer was severely tested when he received a tempting offer from another company.
Did you know?
You can have faith in "fidelity," which has existed in English since the 15th century; its etymological path winds back through Middle English and Middle French, eventually arriving at the Latin verb "fidere," meaning "to trust." "Fidere" is also an ancestor of other English words associated with trust or faith, such as "fiduciary" (which means "of, relating to, or involving a confidence or trust" and is often used in the context of a monetary trust) and "confide" (meaning "to trust" or "to show trust by imparting secrets"). Nowadays "fidelity" is often used in reference to recording and broadcast devices, conveying the idea that a broadcast or recording is "faithful" to the live sound or picture that it reproduces.
Pergunto: Como é que as pessoas expressavam a sua fidelidade em inglês antes do século 15, hein?
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terça-feira, 31 de março de 2009
Moto perpétuo
Acho que até Deus cansou de tentar ser criativo. As histórias vão se repetindo. É tudo um pouco mais do mesmo.
Repito nesta semana um(a) 'viaje del olvido', a mesma de Fermina Daza no Amor nos Tempos do Cólera (imposição do seu pai para esquecer uma história de amor) e a mesma que fiz em 2004 para esquecer um amor contrariado (sim, seu destino tem cheiro de amêndoas amargas*!), com suas dolorosas idas e vindas. Vou ser padrinho de casamento de alguém que amo e para isso precisarei viajar. Vou perder a cerimônia (desta vez fraturei o braço e provavelmente não possa ser padrinho; em 2004 o taxista não encontrou o local da cerimônia). Espero que daqui pra frente outros detalhes não se repitam.
Só sei que tudo fica bem no final. Pra mim, com certeza.
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terça-feira, 24 de março de 2009
Meu braço direito
Como costuma acontecer, só me dei conta da sua importância depois que o perdi.
Um brincadeirinha ingênua (não acreditava que aquilo poderia fazer tamanho mal) e o resultado foi trágico: duas semanas sem poder trabalhar, tocar piano, malhar, nadar, correr, pegar sol, passar tranquilamente o fio dental, ou arrumar o cabelo, ou espremer cravos... um pulinho só (de patins), uma queda de mal jeito e 'puf': duas semanas de molho em casa com o braço direito inteiro engessado.
Ainda bem que, diferentemente das nossas perdas e ganhos diários, essa não foi definitiva. Domingo eu tiro o gesso (faltam 106 horas!). Mas foi o suficiente pra nunca mais eu esquecer o quanto preciso dele, pra agradecer sua perfeição diariamente, cruzando as mãos (porque ainda as tenho) aos céus.
Tá, eu ainda não tenho pleno domínio das poliritmias, nem do staccato, nem do legato ao piano. Mas ao menos podia me aventurar no imenso repertório desse instrumento. Agora tenho o quê? O Concerto de Ravel pra mão esquerda... o de Prokofiev? ...e...? Não dá, não dá! Semana que vem vou escolher uma Sonata de Beethoven para presentear minha mão direita!
Além de todas essas dificuldades, percebi o quanto precisamos dos outros. Amigos vieram pra fazer lanches comigo, houve os que me ajudaram com o banho, os que me ajudaram com o cabelo e aqueles que simplesmente vieram pra ver se eu estava bem.
Ninguém é uma ilha, embora no passado eu quisesse acreditar nisso.
PS: indo para o hospital hoje, caía uma chuvinha, nada demais. Pensei: vou economizar um pouco e vou de ônibus, pois são apenas 4 quadras daqui de casa. Chegando no ponto de ônibus, cai o céu. As ruas viram rios. Não preciso dizer que fiquei encharcado. Todo mundo me olhando com cara de piedade (odeio!) e um senhor me pergunta: "caiu de moto?". "não, de patins". Ele tentou segurar o riso. Consegui ler seus pensamentos: "bichinha". Cheguei no hospital e me senti um Josué às avessas com o Jordão se abrindo atrás de mim, após tê-lo atravessado a nado com o braço direito engessado. E o sol também apareceu para zombar de mim. Paciência, viu?
Atualização em 30/03: mais 2 semanas de gesso, pois a fratura piorou. Cada dia que passa fica mais claro quem se importa e quem está apenas de passagem...
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segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Schadenfreude
Incrementei meu humilde vocabulário no idioma de Goethe:
Schadenfreude (IPA: [ˈʃaːdənˌfʁɔʏdə]) - a German word meaning 'pleasure taken from someone else's misfortune'.
Curiosamente a palavra apareceu em bom (?) tempo. Traduz aquele sentimento que acomete algumas pessoas que têm prazer em ver a infelicidade alheia.
Acontece, meus caros, com mais freqüência do que podemos imaginar. Pior é quando vem disfarçado em atos ingênuos de pretensos amigos. Simplismos, soluções prontas, conselhos sempre a postos... cuidado! Há sempre uma dose de influência dos históricos pessoais, anseios, invejas etc. nesses atos. Parcimônia e reflexão é tudo o que posso recomendar.
Cheguei a pensar em me trancar em casa. Não mais veria ninguém. Até do amor pensei em fugir, ao som de "I'll Never Fall In Love Again":
I've been in love so many times / Thought I knew the score / But now you've treated me so wrong / I can't take anymore / And it looks like / I'm never gonna fall in love again / Fall in love, I'm never gonna fall in love / I mean it / Fall in love again / All those things I heard about you / I thought they were only lies / But when I caught you in his arms / I just broke down and cried / And it looks like / I'm never gonna fall in love again / Fall in love, no, I'm never gonna fall in love / I mean it, I mean it / Fall in love again / I gave my heart so easily / I cast aside my pride / But when you fell for someone else, baby / I broke up all inside / And it looks like I'm never gonna fall in love again / That's why I'm a-singin' it / Fall in love, no, I'm never gonna fall in love / Please don't make me / Fall in love again.
... felizmente essas idéias passam. O pessimismo vem em ondas e quebra lá longe.
(grazie, Cordelie, pelo envio do vocábulo e pela lembrança do sucesso de Tom Jones)
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sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Sobre traição e lealdade (ou Crime e Castigo)
Uma história que ouvi recentemente me fez pensar no assunto. Não era assunto raro nos meus pensamentos mas, para minha própria sanidade, evitei por muito tempo.
...a gente nunca espera a traição, não é? Mesmo porque, se esperasse, não tinha porque namorar. Continuamente 'ficaríamos' com outros. Por mais que eu considere possível a hipótese de trair e ser traído, não sou hipócrita, não acho que valha a pena: tanto pelo mal que vai causar para o outro, para a relação e também para mim. São duas coisas para se pesar: a satisfação momentânea de um impulso e o namoro/encanto/respeito/etc... mas tudo isso varia, hoje eu sei, de relacionamento para relacionamento. Por isso devemos procurar alguém que compartilhe valores próximos.
O que me surpreende nas histórias que ouço por aí é: o que incomoda não é fazer, é ter que contar a traição para o outro. Isso eu não entendo. Como se, depois de fazer, não existisse uma verdade para se enfrentar. Não dizer não significa que a coisa não tenha sido feita. A verdade é uma só, dita ou não.
Se eu fosse dar vazão a todos meus impulsos, estava preso. Ou rico. Ou doente. Sei lá. Um pouquinho de respeito ao que eu acho importante me faz bem. E o outro agradece, tenho certeza.
E um pouco de sabedoria popular: "Trair e coçar, é só começar".
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Ano-novo, vida nova e breves comentários de retomada de atividade neste blog que andava, pobrezinho, tão largado, como este que aqui escreve
O primeiro dia do ano foi-se tão-somente para a cura da ressaca da festa de reveillón, regada a muiiiiito, muiiiiiito, muiiiiiito Chandon. Não fosse a visita de um amigo, teria a ressaca durado mais um dia. Um viva para os amigos que nos visitam e querem saber se estamos bem!
E se o ditado que diz que o que se faz no primeiro dia do ano se repete durante todo ele, estou f&¨%#*.
Mudando de assunto: assumi a tarefa de cuidar da gatinha de uns amigos que viajaram. Inicialmente, odiei a incumbência. Já no segundo dia me vi atraído pela xaninha (?); ela lá, me esperando para uns afagos, com aqueles olhos molhados e miado mole, como quem diz: "não vai não, me toca, me aperta, fica mais comigo". Ahn, tem os pêlos que tomam conta do ar, do sofá, da maçaneta da geladeira, da sua calça de trabalho, o cheiro da areia (eu acho que tá na hora de trocar), as súbitas mudanças de humor, do tipo: "ai, cansei do seu carinho, fssssss, sai pra lá", as garrinhas que furam sua bermuda e tudo mais... mas ela é fofa.
Tomei isso como um exercício de altruísmo, exercício extremamento válido, considerando-se o ano passado, egocêntrico até dizer chega. Tá na hora de colocar em prática com gente, não?
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Silvio Garcia Martins Filho
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terça-feira, 25 de setembro de 2007
Aqua pluvialis
a chuva
e lave
o que
há de seco
em mim
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Silvio Garcia Martins Filho
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quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Sappho de Lesbos
Preciso compartilhar uma experiência que me fez sentir compaixão das mulheres que vão às festas gays em busca de boa música e diversão, mas sofrem com a falta do sexo oposto: fui a uma festa de lésbicas, uma prévia da III Parada Lésbica de Brasília, que vai acontecer dia 16/09/07, às 15h, na W3 Sul.
É incrível como alguns universos nos passam tão despercebidos, não é mesmo? Que isso passe a ser cada vez menos verdade!
...ahn, sim, foi muito, muito divertido!
Go girls!
*A imagem é uma reprodução de "Safo", por Charles-August Mengin (1877)
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Silvio Garcia Martins Filho
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