Tudo bem, um terço do ano já passou, mas quem se importa. Sempre é tempo para decisões importantes:
1 - operar o nariz.
Mas não vou deixar arrebitado que nem o Michael não. Vou só corrigir o desvio de septo. Estou ansioso por saber como é respirar pelas duas narinas.
Meu nariz sempre foi grande. Não que hoje incomode, até gosto dele; mas quando adolescente, uns 15 quilos a menos, só se via o meu nariz. Na primeira consulta com o otorrino veio o sonho: plástica. Cresci sonhando com o dia em que poderia corrigir aquela imensidão inútil. Aliás, pra que algo tão grande sem função (além de pendurar os óculos), hein? Mas sei lá porque os narizes grandes entraram na moda, eu fiquei menos magro e acho que o cenário não ficou tão ruim.
2 - posar (nu) para um pintor.
Já que obra alguma eu deixei (quando penso que com 30 anos grandes compositores como Mozart já tinham escrito a maior parte das suas obras importantes, quase rola um desespero), pelo menos em alguma obra eu fico. O nome dele é Marcelo e quando chegar em casa eu coloco alguma coisa dele aqui enquanto o seu blog não fica pronto.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Decisões de ano novo
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Silvio Garcia Martins Filho
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quinta-feira, 8 de abril de 2010
So long, farewell, au revoir, auf wiedersehen (ou confissões)
Assim não dá. Fico um tempinho longe daqui, as idéias borbulhando, mas na hora de escrever mal sei por onde começar.
Algum tempo atrás assisti o argentino "O segredo dos seus olhos". Muito poderia falar sobre ele, da genial mistura de gêneros (policial, drama e comédia), das memórias, do passado e presente, atuações, maquiagem e fotografia ou de como amei o filme e como sempre assisto filmes emblemáticos em momentos igualmente emblemáticos da minha vida. Mas não. Resolvi destacar uma cena sem maior importância: o casal de protagonistas está conversando à mesa e ela, sem nenhuma cerimônia, vai embora. Não que estivesse chateada, que tivessem brigado. Simplesmente o assunto acabou e ela se foi. Pode não ter sido bem assim, mas foi essa impressão que tive e que me fez pensar no que confesso a seguir.
Despedidas sempre me são demoradas. Penso sempre haver tempo para um cafezinho a mais, ou outro beijo ou abraço. A sensação é a de que eu posso morrer logo e nunca mais encontrar a pessoa. É tão bom conversar, trocar idéias, conhecer e deixar-se conhecer, que esses momentos poderiam durar para sempre. Então, como assim, levantar e ir embora sem um abraço mais demorado?
Admito: invejei o desprendimento, a leveza, a paz com que apenas com olhares eles se dizem 'até mais'. Essa ansiedade que me consome me priva com muita frequência de aproveitar melhor ainda as coisas.
Olcadil?
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Silvio Garcia Martins Filho
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quinta-feira, 12 de março de 2009
Moicano for dummies
1º - Seque, usando um bom secador com difusor. Use escova de cerdas curtas. No começo quente e no final frio. Se você não souber o que estou falando, desista agora.
2º - Chapinha ajuda. Deixe seu preconceito de lado e use para dar mais firmeza ao penteado.
3º - Bagunce o cabelo com cera. Nao emplastre nem murrinhe. Muito deixa o cabelo pesado e pouco faz com que o cabelo perca logo o formato desejado.
4º - Laquê. Passe aos poucos, pra não deixar o cabelo úmido e fazer com que o troço todo desande. Deixe secar entre a primeira e segunda mão. Se for pra algum lugar fechado onde as pessoas fumem, use neutralizador de odores.
Outras diquinhas: Mantenha pessoas que te cumprimentam passando a mão no seu cabelo longe, muito longe. E desista de ir ao cinema (com o penteado, claro): é o cabelo ou o cinema. E se for passar a noite com alguém pela primeira vez, lave o cabelo antes de dormir. Se não der tempo, acorde antes dele(a), tome um banho (aproveite e escove os dentes, porque mau hálito não dá), tire bem toda essa meleca do cabelo (um removedor de resíduos vai bem), hidrate, seque e volte pra cama sem acordá-lo(a).
Faltou algo?
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Silvio Garcia Martins Filho
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terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Obrigações
Dezembro é o mês de obrigações: festas de confraternização, amigos ocultos, listas intermináveis de presentes, festas e mais festas, despedidas, chegadas, Natal... uma chatice só! Odeio TER que. Eita verbinho chato! Tento me convencer que eu QUERO voltar a escrever aqui, registrar minha viagenzinha de férias para SP, fatos curiosos, excitantes, interessantes, estrombólicos, as conclusões acerca do desempenho do ano, as perspectivas de ano novo, as novas inquietações, angústias, sonhos... mas o TER que parece soar mais forte. Assim, continuo neste silêncio por mais um tempinho enquanto houver qualquer indício de que alguma força externa (e a consciência, determinação, vontade, onde ficam?) me induz a fazê-lo.
AHHHHHHH!
O espelho, 1975, óleo sobre madeira 150 x 120 cm - Siron Franco
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Silvio Garcia Martins Filho
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segunda-feira, 8 de outubro de 2007
16 razões para gostar de você

1- O calor da tua pele deixou marcas indeléveis na minh'alma
2- Teus olhos viram o que é em mim essência
3- Nossos espíritos se tocaram no gozo
4- Tuas palavras me divertem e instigam
5- Teu abraço me aconchega, aquece e protege
6- O que você tocou, o que é seu, seus presentes, o que foi seu, tudo me faz pensar em você
7- Eu vejo sinceridade e verdade na sua entrega
8- Me fazes sentir mais (n-complementos aqui)
9- "Forbidden love?"
10- Seu cheiro está em tudo que é meu
11- Eu planejo o futuro (e contigo!), coisa que raramente fiz sozinho
12- Meu coração se enche de orgulho quando te vejo falando com meus amigos
13- Você aprecia o que há de mais belo na música
14- Você instiga meu lado artístico, sendo pai, mãe e musa
15- Sua voz me desmonta, provocando aqueles calafrios de adolescente que ainda não conhece o amor
16- Nada mais parece me importar
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Silvio Garcia Martins Filho
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Daily routine
Despertador. Soneca. Despertador. Mais 10 minutos. Despertador. Abluções matinais. TV. PC. Música: Brahms? Scarlatti? Dúvida. Vai Debussy mesmo. Suco de maçã ou leite de soja? Pão e geléias. Jornal. Escova de dentes, sensodine, cepacol. Chuveiro. Dove. Shampoo: 1, 2, ou 3? Sabonete líquido: Verbena ou pitanga? Toalha. Mach3. Cortes, muitos cortes. Ahn, as espinhas; que vontade de não sair de casa. Cueca, calça, camisa, cinto; gravata ou não? Última olhadinha no gmail/orkut. Carona sai em 5 minutos. Espero 10. Traaaaabaaaaaaalhhhhoooooooooo (cuidado com a dislexia!)... Almoço, êêê! Fila para entrar no restaurante. Papo gostoso gostoso/inteligente/erótico/pornô/político/econômico/social/moda/etiqueta. Solzinho na volta para o Ministério. 5 minutos na pracinha. Reflexões sobre a necessidade de humanização da Esplanada. Trabaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaalho (para se ler bemmmmm devaaagaaaaar)... Caminhada até a rodoviária. Gente, muita gente. Dá licença, seu moço. Ó meu pé aí! Ônibus cheio (ai, que saudade das vans). Corre, corre. Supermercado. Pão. Fila imensa. Comer correndo. Piano. Nossa senhora das escalas desencontradas em tons estranhos! Natação. Splash, splash. Banho. Musculação. Corrida. Cansei. Correr (de novo) do cachorro louco que mora no terreno vazio entre a academia e meu condomínio. Comer (outra vez). Telefone: mãe/pai. MSN/Orkut/Blog. Varrer. Pano no chão. Cheiro de limpeza. Outro banho. Meia-noite? zzzzzzz...
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Silvio Garcia Martins Filho
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sexta-feira, 5 de outubro de 2007
sábado, 22 de setembro de 2007
Loucuras da infância
1- Parque de diversões para formigas: virava a bicicleta de rodas para cima e voilà! Aposto que elas se divertiam quase tanto quanto eu.
2- Enterrar formigas no jardim: já 'devidamente' mortas, com direito a caixão de caixinha de fósforo e cruz de palitos de fósforo.
3 - "Ressuscitar": elas de novo, as formigas (pelo menos acreditava que era eu quem fazia isso): congelava as artrópodes em vidros daquelas bolinhas de homeopatia e, dias depois, deixava elas no sol até o milagre acontecer... algumas vezes elas não voltavam à vida. :(

4- Procurar petróleo no jardim: eu pegava um toquinho de madeira e enfiava na terra; em seguida, enfiava outro toquinho em cima daquele, e outro, e outro... nunca aconteceu nada, claro.
5 - (censurado)
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Silvio Garcia Martins Filho
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sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Quidnunc
quidnunc \KWID-nunk\ noun
: a person who seeks to know all the latest news or gossip : busybody
Exemplo: Those who criticize Joanne for being a quidnunc are usually the first to go to her when they want to know the latest gossip.
(c) 2007 by Merriam-Webster, Incorporated
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Mais um momento de fervor católico. Confissão: volta e meia me pego flertando com o mundinho hype-trendy-cool. Leio colunas sociais, vou para festinhas legais com gente “legal”, procuro ver e ser visto.
Shame on me! Após ler o adjetivo “bem-nascido” (tem hífen, ok?!) ao lado do nome de um jet-setter brasiliense em uma entrevista aí, não pude deixar de me sentir mal.
Perdão, pequei.
Sou “mal-nascido”. Não venho de família nobre. Não tenho um loft bem-decorado no plano piloto. Entretanto, não cabe aqui falar de onde vim. Não quero lágrimas por um passado sem champagne ou tênis importados. Não que eu não goste deles hoje, muito pelo contrário; mas como se avalia o mérito do sujeito de família nobre que teve acesso a boas escolas, que viajava para o exterior nas férias, que sempre teve bons livros em casa, conversas edificantes durante o jantar, enfim, a elementos que subsidiam o desenvolvimento intelectual? Às vezes acho que não fizeram mais do que a obrigação, pois não foram contra o que deles se podia esperar. Há, verdade, aqueles que se destacam pela originalidade, pelo empreendedorismo, pelo carisma, pela bondade. Mas ser bem-nascido por si só NÃO é mérito algum, apenas sorte (?).
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Silvio Garcia Martins Filho
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sábado, 15 de setembro de 2007
Inutilia truncat
Última confissão, prometo! Nada muito metido a filosófico.
Dia desses, ao guardar os itens recém-comprados em uma farmácia (algo bem essencial, juro!), me dei conta que tenho mais cremes/xampus/etc. que minha mãe.
Tive a curiosidade de listar o que tem ali no meu armariozinho do banheiro para ver o que era realmente essencial.
Vamos a um passeio virtual pelo meu banheiro?
(me senti agora recebendo a visita do Gugu naquele programa - ainda existe? - em que ele visitava algum artista e vasculhava a casa inteira do famoso em busca de alguns itens e, a cada item encontrado, o sujeito ganhava algum dinheirinho. Acho que estou me preparando para esse encontro)
- 4 perfumes;
- 1 protetor solar, sem óleo;
- 1 hidratante para o corpo;
- 1 hidratante para o rosto;
- 1 bronzeador;
- 1 tubinho de silicone para cabelo;
- 1 gel - fibra textura cola;
- 1 gel - normalzinho;
- 1 creme para pentear;
- 1 cera para cabelo;
- 1 adstringente;
- 1 sabonete líquido (para fazer a barba);
- 2 espumas para fazer a barba;
- 1 xampu anti-caspa (eu nem tenho!);
- 1 xampu de bebê;
- 2 vidros de sabonete líquido (verbena e pitanga);
- 1 xampu e 1 condicionador de uma marca;
- Outro xampu de outra marca, 2 em 1;
- Mais outro 2 condicionadores de outras marcas;
- 1 sabonetezinho legal para as mãos;
- 4 caixas de sabonete com hidratante;
- 2 aparelhos de barbear;
- Outro aparelho de barbear, elétrico;
- Anti-séptico bucal;
- Protetor labial;
- 2 tubos e meio de lubrificante (...);
- Vários preservativos;
- 1 caixa de cotonetes;
- 3 caixinhas de fio dental (?!);
- 1 bepantol;
- 1 escova de dentes;
- 1 pasta de dentes;
- um potinho de algodão;
- 2 desodorantes;
- lentes de contato;
- Renu;
- 1 colírio;
- 1 Salsep;
- 1 albicon;
- 1 kuramed;
- 1 lens cleaner;
- 1 omcilon;
- 1 vodol;
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Silvio Garcia Martins Filho
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quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Just sharing
Meus amigos, coitados, sabem o que é meu mau humor.
Desta vez não vou descontar neles, mas no meu blog.
Não agüento mais:
- CENSURADO -
Invejinha dela.
Pronto, falei.
Passou? Não.
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Silvio Garcia Martins Filho
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quinta-feira, 12 de abril de 2007
Fiat lux.
(Das afirmativas)
Tudo parte do começo. Pois que então cá (re)começo eu. Evitarei transformar isto num confessionário, assim como exercitar quaisquer intenções literárias. Entretanto, nada garanto, afinal eu...
(Do meio-termo ou das indefinições)
Eu? Você não sabe, né? Eu... eu tinha tudo para nada ser. Falhei. Não que seja grandes coisas, mas fugi de tudo (?) aquilo que me parecia determinado pelo universo. Tenho 27 anos, 10 a mais do que tinha previsto chegar aos meus 12 anos.
(Das negativas)
Não virei prostituto, embora goste da matéria. Não me drogo, embora goste de fugir. Não me tornei músico, por mais que tudo me levasse a isso. Nada externo me dói, emociona ou angustia. Somos apenas eu, o centro do universo, o meu, e outros personas, satélites perdidos.
Das generalidades:
Não que seja esse o intuito, mas mais sobre mim se poderá extrair dos próximos textos... por partes, como Jack.
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Silvio Garcia Martins Filho
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